sábado, 4 de maio de 2013

NOS PORTÕES DO ABISMO

Santo Souza (Construção do Espanto)



O irisado fulgor da insígnia do m eu
Rei ainda resplandece  nos cabelos
Deste anjo desconhecido. Sóis e luas
Navegaram no escuro do desencontro,
Aurora e rumo fechados à fuga e anseios
Do homem. Por fim, hora de medo. _ Medo
Na seiva amarga  dos frutos, nos olhos
Da sereia cega vigiando, sem vaga-lumes,
As águas negras do susto que as mãos da
Noite derrama sobre tantos corações.

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